Revista Habitus - Revista do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia

Conteúdo da capa - Habitus

A revista Habitus é uma publicação semestral do Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia que visa divulgar a produção científica nas áreas de arqueologia, antropologia, da documentação audiovisual e do meio-ambiente, tendo como eixo central a investigação e a produção culturais das sociedades humanas e intercâmbio com 339 instituições.

Habitus magazine is a semiannual publication of the Institute Goiano of Prehistory and Anthropology that aims to disseminate scientific production in the areas of archeology, anthropology, audiovisual documentation and the environment, having as central axis the research and cultural production of societies and exchanges with 339 institutions.

  Qualis CAPES Preliminar 2019 = A3    


Próximas Edições:

A revista Habitus, editada pela PUC Goiás/IGPA está recebendo artigos, resenhas, dossiê acadêmico, entrevistas e resumos de teses e dissertações para os próximos números indicados abaixo:

Editores Responsáveis:
Izabel Missagia de Mattos - UFRRJ (Ed. convidada/Dossiê)
Márcio Couto Henrique - UFPA (Ed. convidado/Dossiê)
Maria del Valle Borrero - El Colegio de Sonora, Mx (Ed. convidada/Dossiê)
Marlene Ossami de Moura - PUC Goiás/IGPA
Sibeli A. Viana - PUC Goiás/IGPA

Dossiê: Missões Religiosas entre Indígenas em Perspectiva Comparada

As missões religiosas entre indígenas estão presentes em importantes estudos americanistas em perspectivas disciplinares diversas, como arqueologia, antropologia, história, geografia, arquitetura, artes, em diferentes abordagens que envolvem redes de atores sociais compostas por indígenas, missionários, autoridades militares e civis, colonos e escravos.
Os estudos das missões nos períodos colonial e pós-colonial tornaram possível investigar documentos e situações históricas e etnográficas e refletir sobre questões teóricas que se referem tanto às particularidades das situações locais como às perspectivas mais universalistas. Tais processos ainda revelam dimensões das trocas materiais e simbólicas entre os mundos indígena e missionário. Nas últimas três décadas, novas pesquisas vêm enfatizando o protagonismo dos povos e sujeitos indígenas no mundo ibero-americano em seus processos de constituição de espaço missionários, neles criando novas etnicidades por meio da territorialização. Por outro lado, também vêm sendo observados e estudados laços econômicos e políticos entre as missões e as instituições coloniais e nacionais, por meio de uma perspectiva que visa a circulação de bens e conhecimentos entre os diferentes atores.
No tempo presente, o tema da missionação religiosa entre indígenas continua a assumir um papel de extrema relevância para a compreensão dos desafios que envolvem o problema da sobrevivência física e cultural dos povos indígenas.
O presente número da Revista Habitus tem interesse em reunir estudos que apresentem dimensões estruturais e culturais das missões em diferentes cenários regionais, arqueológicos, históricos e ecológicos, de maneira a possibilitar ao leitor visões abrangentes e comparativas.

O volume também está aberto a artigos que versem sobre temas contemporâneos em arqueologia, antropologia e áreas afins.

Editores Responsáveis:
Carlos Alberto Santos Costa (UFRB) (Ed. Convidado)
Marcia Bezerra (UFPA) (Ed. Convidada)

Dossiê: A profissionalização da arqueologia: perspectivas pós regulamentação

A recente regulamentação da profissão de arqueólogo no Brasil, por meio da Lei Federal nº 13.653, de 18 de abril de 2018, resultado de três décadas de trabalho coletivo da comunidade arqueológica, inaugura um novo cenário para a prática da arqueologia no país. Os esforços formais em favor da regulamentação da profissão tiveram início nos anos 1980. Naquela época só havia um curso de formação na área - o bacharelado em Arqueologia, da FINES, no Rio de Janeiro. Parte expressiva da formação de pesquisadorxs no âmbito da disciplina ocorria, em geral, em universidades que ofereciam cursos de História, com linhas de pesquisa em Arqueologia, e em diversos centros de pesquisa. A própria Sociedade de Arqueologia Brasileira contava com poucas dezenas de associados. Portanto, é compreensível que nesse panorama o tema da regulamentação da profissão tenha sido debatido de forma tímida. O contexto atual é bastante distinto. Houve nos últimos anos um crescimento significativo de cursos de formação, em nível de graduação e pós-graduação, em todas as regiões do país. Soma-se a isso, o surgimento de diversas empresas de consultoria e a ampliação do quadro de arqueólogxs em instituições públicas, como o Iphan. Hoje há centenas de estudantes e profissionais atuando na área de Arqueologia no Brasil, o que tem fomentado os debates sobre a prática da disciplina. A regulamentação da profissão, em 2018, pôs fim a uma luta de décadas e, ao mesmo tempo, deu início a uma nova fase da trajetória da Arqueologia no Brasil que necessita ser examinada, sobretudo, à luz da conjuntura política vigente. É nesse sentido que propomos a organização do dossiê e estimulamos a submissão de artigos que permitam, de forma crítica, compreender os caminhos percorridos pela profissão até a sua regulamentação, considerando os impactos decorrentes desse marco legal no nosso exercício profissional. São aceitos artigos em idioma nacional ou em língua estrangeira.Resenhas de obras recentes que tratem de temas que colaborem para essas discussões também serão bem-vindas.

O volume também está aberto a artigos que versem sobre temas contemporâneos em arqueologia, antropologia e áreas afins.

Os artigos devem ser enviados, seguindo as normas editoriais da revista e submetidos eletronicamente. Em caso de duvidas, entrar em contato com as editoras: habitus@pucgoias.edu.br


v. 17, n. 1 (2019)


Capa da revista

Capa: A produção da vasilha cerâmica tauva rukaia durante o ciclo ritual do turé.
Fonte: Fabíola Andréa Silva – Data: outubro/1998.