PATRIMÔNIO PARA QUEM? POR UMA ARQUEOLOGIA SENSÍVEL

Helena Pinto Lima

Resumo


Este texto discute a arqueologia praticada na Amazônia e seus temas correlatos, que incluem as pessoas e as comunidades; suas coisas e paisagens; a gestão dos acervos e a atuação das instituições. Diferencia as ideias de colecionismo e colecionamento dentro do contexto amazônico. Ao apresentar um projeto de pesquisa acadêmica vinculada ao Museu Goeldi, defende a gestão engajada e a guarda compartilhada dos acervos arqueológicos gerados. Propõe o conceito de arqueologia sensível, como uma arqueologia humilde, desalienada e, por conseguinte, comprometida e poderosa.

Palavras-chave


Arqueologia Sensível; Acervos Arqueológicos; Gestão Engajada.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/hab.v17i1.7086

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HABITUS| Instituto Goiano de Pré-História e Antropologia | Pontifícia Universidade Católica de Goiás | e-ISSN 1983-7798 | Qualis B2

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