Novos Movimentos Religiosos como Desafio à  Sociologia da Religião na Atualidade

Deis Siqueira

Resumo


Faz-se um rápido percurso pelo pensamento dos clássicos da sociologia (Comte, Durkheim, Weber, Marx) sobre a religião, visando detectar como eles podem subsidiar a compreensão de diferentes aspectos da sociedade atual, tal como a relação indivíduo-instituição e, no caso, instituições religiosas e suas membresias. O que chamou essa discussão foi a percepção de que o campo religioso brasileiro, na atualidade (com exceção dos protestantes) por: distanciamento dos adeptos religiosos da vivência eclesial e dos sacramentos, sendo a Igreja, no geral, considerada autoritária e dogmática. Caracteriza-se por uma vivência religiosa individualizada e solitária; experiência simultânea de crenças e de práticas ou de religiosidades pessoais, as quais agregam valores, práticas, crenças de tradições religiosas diversas; recuperação da magia e exaltação dos sentidos que colocam o homem em contato com o cosmos; estética que se comunica com as emoções (harmonização com a natureza, equilíbrio emocional, saúde); dimensão de auto-ajuda (terapias que recuperam energias e auxiliam no cotidiano). A partir desse quadro percebe-se que, embora os clássicos da sociologia da religião ainda tenham muito a dizer, há que recorrer a outros pensadores cujo olhar consegue compreender mais profundamente a nova realidade que se expressa.

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DOI: http://dx.doi.org/10.18224/cam.v6i1.925

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CAMINHOS | Revista do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Ciências da Religião da Pontifícia Universidade Católica de Goiás | e-ISSN 1983-778X | Qualis CAPES Preliminar 2019 = A3

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